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Make love, not war


Se no terreno, não se dobra a vontade dos povos, assim ao menos, não havia a destruição do seu património... e os danos colaterais! LÊ MAIS…

Comunicar


Isto, é isso! LÊ MAIS…

Não tem de quê!


Porque, mesmo que a realidade seja nua e crua, a mentira é intolerável... LÊ MAIS…

As crianças e os adultos

Todas as crianças são amorosas, espertas e artistas. O problema é saber dessas qualidades quando são adultas. LÊ MAIS…

Youtube Spider 2.0

Youtube Spider 2.0 permite procurar ou baixar vídeos do youtube.com. Também permite organizar listas de favoritos; converte vídeos FLV em vídeos MPEG. Reduz o tempo de procura. Tem suporte em 8 línguas .Vê um screenshot aqui e baixa-o aqui. LÊ MAIS…

Charly Chaplin


Já temos disponíveis os filmes de Charly Chaplin . Baixa-os aqui. LÊ MAIS…

Biblô


Na sua cómoda ou no teu jardim esta escultura de gelo era uma imagem de marca que nem de Rodin. O pior está para vir! Vê mais aqui até que desapareçam...
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As núvens


Há nuvens e nuvens. Se a imagem ao lado te agrada vê mais aqui. LÊ MAIS…

A vida interior da célula




Perante esta espantosa simulação da BioVisions na Universidade Harvard, se calhar viajar no espaço ou no fundo do mar é um circuito menor. Vê o filme aqui. (Demora algum tempo a carregar e não inicia automáticamente. Ah, outra coisa, se o filme "engasga" é porque o seu hardware é do século XX ...!?) ) LÊ MAIS…

A perspectiva


O Alves André, o mesmo que está na imagem, é um mestre em perspectiva. O resto são livros, ou como dizia Verlaine " Et tout le reste sont livres" LÊ MAIS…

O homem

O homem quando perde os bens, perde pouco;
quando perde a dignidade, perde muito;
quando perde coragem perde tudo.

*ou a mulher, claro. LÊ MAIS…

Fernando Pessoa


Prefiro rosas, meu amor, à pátria,
E antes magnólias amo
Que a glória e a virtude.

Logo que a vida me não canse, deixo
Que a vida por mim passe
Logo que eu fique o mesmo. LÊ MAIS…

POR CAUSA DO CELESTINO ALVES ANDRÉ...

E tudo começa porque num simples desenho que fiz para colocar no meu blog, disse o Celestino, que a perspectiva estava errada. E a vexata questio da «invenção» da perspectiva na pintura, que merece aqui e agora uma pequena intervenção para não lhe perder a meada.
A «descoberta» da perspectiva é normalmente atribuída a Filipo Brunelleschi. Verdadeiramente, julgo eu, que a profundidade de campo - a perspectiva - nasce com Paulo Ucello e é depois exuberantemente demonstrada no «up-dating» de Ucello que Vélasquez faz com «Las Lanzas», também conhecido como a «A Rendição de Breda». Aliás, se eu quisesse eleger um quadro onde todas as lições de perspectiva estivessem reunidas, seria sem dúvida essa obra inatingível que é «As meninas». http://silencio.weblog.com.pt/arquivo/010440.html
E curioso notar, a este propósito, que nenhuma das outras artes visuais - a fotografia ou o cinema - consegue acompanhar a dimensão da profundidade de campo que a pintura pode conseguir.
Falava-se porém de artes visuais.
Só que, aquilo que é verdadeiramente marcante - e que justifica falar sobre a questão levantada pelo Celestino - é que a representação não tem que corresponder a um simples retrato do campo visual, mas a uma verdadeira atitude filosófica de perspectivar as coisas. Ou seja: a perspectiva não é apenas um modo de representação do real, mas uma abordagem perspectiva do real, como eu escrevia no boneco "Tudo o que existe é a profundidade da nossa existência" ou como se poderia dizer também "não vemos as coisas como são, vemos as coisas como nós somos" .... E isto é extrapolável para todos os domínios do conhecimento e da sua representação assim como para todas as abordagens filosóficas perante a vida. É Bergson.
E o Licinio decerto, percebe isso se olhar para o ano de 1443 quando Brunelleschi pintou o Baptistério de Florença e com isso inaugurou o que chamamos a perspectiva - o infinito e o relativo, simultaneamente.
...O Papa ou Einstein, atenção, é outra coisa. Não haja confusão!...
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Por uma alternativa

"Não gosto de catedrais, do peso das pedras, da dimensão excessiva das naves, da mitologia de um Deus em cujo nome foram construídas e que aqui convoca e esmaga os seus crentes.
Não gosto da profusão de altares de castiçais de talha dourada, de sacrários e cânticos e painéis.
Não gosto da arquitectura que não é à escala humana, nem nos meios utilizados nem nos fins que representa.
Prefiro a extensão plana das mesquitas, o seu jogo de colunas e sombras, o despojamento geométrico dos seus azulejos.
Prefiro mil vezes a herança do mundo árabe morto em Granada do que os símbolos da Reconquista cristã que o sepultou.
Prefiro mil vezes a leveza do mundo mediterrânico do que o sufoco das catedrais e castelos do Sacro Império Romano-Germânico.
Prefiro mil vezes os templos gregos, entre resina e mar e a quietude das oliveiras, do que os castelos de Inglaterra e as florestas de bétulas do Norte.
Prefiro mil vezes as kasbahs de Marrocos do que os castelos feudais da Europa, mil vezes Granada do que Versalhes.
E antes um Olimpo de Deuses de cada coisa do que um Deus único, antes o Al Andaluz do que os Reis Católicos, antes Roma do que o Papado, antes a luz e a democracia gregas do que a escuridão medieval.
Falo da nossa herança, o Mediterrâneo - a mais extraordinária civilização humana, a civilização da luz, da arte, da arquitectura, da democracia, do direito, da navegação e da descoberta, do mar e do deserto, das ilhas e dos golfos, das vinhas, dos olivais e dos pinhais, das estátuas profanas, das colunas e dos azulejos, dos pátios, dos terraços e das varandas, da cal, do branco e do azul. E a civilizaçao do Egipto, de Creta, de Atenas, de Roma, de Volubilis, de Tânger. Das cidades portuárias, de Alexandria a Lisboa e das Ilhas Gregas, da Sicília, de Malta, de Chipre, da Sardenha. São três mil anos a contemplar as estrelas do céu, a ouvir o som da água nas fontes e a tentar decifrar o mistério da morte.
Antes que a ideia de Deus esmagasse os homens, antes dos autos de fé, das perseguiões religiosas da Inquisição e do fundamentalismo islâmico, o Mediterrâneo inventou a arte de viver.
Os homens viviam livres dos castigos de Deus e das ameaças dos profetas: na barca da morte até à outra vida, como acreditavam os egípcios. E os deuses eram, em vida dos homens, apenas a celebração e cada coisa: a caça, a pesca, o vinho, a agricultura, o amor.
Os deuses encarnavam a festa e a alegria da vida e não o terror da morte.
Antes da queda de Granada, antes das fogueiras da Inquisição,antes dos massacres da Argélia, o Mediterrâneo ergueu uma civilizacão fundada na celebração da vida, na beleza de todas as coisas e na tolerância dos que sabem que, seja qual for o Deus que reclame a nossa vida morta, o resto é nosso e pertence-nos - por uma única, breve e intensa passagem.
É a isso que chamamos liberdade - a grande herança do mundo do Mediterrâneo."
(Do Miguel Sousa Tavares in Não te Deixarei Morrer, David Crockett)
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